Nunca acreditei em amor à primeira vista, nem nunca vivi um, já vivi paixões à primeira vista, aquela coisa de química, que bate no calor do momento, sexos fenomenais, outros nem tanto, um beijo que dá frio na espinha, mas que acaba não agregando...
Amor pra mim tinha que ter cumplicidade, companheirismo, amizade e paixão tudo junto... Dos que já vivi alguns viraram uma boa lembrança de crescimento emocional, outros um grande carinho e respeito com uma amizade que hoje me é essencial, e alguns, bem, alguns no final das contas não era amor, era cilada... (já dizia um pagode popular).
Mas porque comecei essa postagem no passado? Porque de repente me vi em uma posição em que quebrar paradigmas era necessário. Por que deveria ter uma fórmula para o amor? Por que ele deveria enquadrar-se em todos esses itens e subitens? Qual seria a maneira certa de amar?
Uma coisa era certa, para amar era preciso, primeiro, se deixar amar; eu teria que me abrir à possibilidade de encontrar um homem, que talvez me satisfizesse só sexualmente, ou só emocionalmente, ou, se eu tirasse a sorte grande, encontrar um homem que fosse também meu companheiro.
Decidi, então, diversificar, comecei a cuidar mais de mim, em todos os sentidos, a começar pelo psicológico, tentando descobrir o porquê de ter me apagado e não deixado as pessoas aproximarem-se de mim, tentando perder o medo de me relacionar com homens. Que haveria momentos em que eu sairia magoada novamente, mas era um risco que eu teria que correr quando se procura alguém para dividir a vida.
Para elevar a auto estima comecei a cuidar mais do meu peso, recorri a uma forcinha da medicina, o balão gástrico, associado a psicoterapia e a nutricionista. Vou iniciar os esportes esta semana e estou aprendendo a direcionar meu estresse para longe da comida!
Nos relacionamentos, digamos que estou começando a olhar para os outros; hoje me maqueio mais, me arrumo mais, me permito ser olhada e admirada e também procurei meios menos ortodoxos como sites de relacionamento. Procurei o Eharmony, que me pareceu ser bem sério e acabei encontrando pessoas legais. É bem diferente, tenho várias amigas que tiveram relacionamentos de sucesso através de ferramentas on line, outras nem tanto. O mais difícil que acho é a distância, mas enquanto isso vou vivendo o momento, o hoje, tentando não controlar tanto a minha vida.
No final das contas, tenho certeza apenas de uma coisa, você tem que estar bem consigo mesma para arranjar uma pessoa legal, esse é o primeiro passo, evidência 1A de eficácia. Outro ponto importante é que se você não se mostrar, não se sai do lugar. Tem que ir pra "vitrine", vá a luta, mas sem estresse, deixe tudo caminhar no seu ritmo, não se apoquente com a demora, ou com alguém em particular. Depois dos 30 aprendemos a sermos mais seletivas, aproveite o momento, as paixões e quando chegar a hora, viva o seu grande amor, sem nóias ou picuinhas. Como dizia Lennon/McCartney: "Life is very short and there's no time for fussing and fighting my friend".