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Quem disse que após os trinta a vida fica mais fácil?
Compartilhe das desventuras e sucessos (raros, mas existem!) de uma balzaquiana típica (ou não...)!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Existe local para se "achar" um amor?

   Nunca acreditei em amor à primeira vista, nem nunca vivi um, já vivi paixões à primeira vista, aquela coisa de química, que bate no calor do momento, sexos fenomenais, outros nem tanto, um beijo que dá frio na espinha, mas que acaba não agregando...
   Amor pra mim tinha que ter cumplicidade, companheirismo, amizade e paixão tudo junto... Dos que já vivi alguns viraram uma boa lembrança de crescimento emocional, outros um grande carinho e respeito com uma amizade que hoje me é essencial, e alguns, bem, alguns no final das contas não era amor, era cilada... (já dizia um pagode popular).
   Mas porque comecei essa postagem no passado? Porque de repente me vi em uma posição em que quebrar paradigmas era necessário. Por que deveria ter uma fórmula para o amor? Por que ele deveria enquadrar-se em todos esses itens e subitens? Qual seria a maneira certa de amar?
   Uma coisa era certa, para amar era preciso, primeiro, se deixar amar; eu teria que me abrir à possibilidade de encontrar um homem, que talvez me satisfizesse só sexualmente, ou só emocionalmente, ou, se eu tirasse a sorte grande, encontrar um homem que fosse também meu companheiro.
    Decidi, então, diversificar, comecei a cuidar mais de mim, em todos os sentidos, a começar pelo psicológico, tentando descobrir o porquê de ter me apagado e não deixado as pessoas aproximarem-se de mim, tentando perder o medo de me relacionar com homens. Que haveria momentos em que eu sairia magoada novamente, mas era um risco que eu teria que correr quando se procura alguém para dividir a vida.
   Para elevar a auto estima comecei a cuidar mais do meu peso, recorri a uma forcinha da medicina, o balão gástrico, associado a psicoterapia e a nutricionista. Vou iniciar os esportes esta semana e estou aprendendo a direcionar meu estresse para longe da comida!
   Nos relacionamentos, digamos que estou começando a olhar para os outros; hoje me maqueio mais, me arrumo mais, me permito ser olhada e admirada e também procurei meios menos ortodoxos como sites de relacionamento. Procurei o Eharmony, que me pareceu ser bem sério e acabei encontrando pessoas legais. É bem diferente, tenho várias amigas que tiveram relacionamentos de sucesso através de ferramentas on line, outras nem tanto. O mais difícil que acho é a distância, mas enquanto isso vou vivendo o momento, o hoje, tentando não controlar tanto a minha vida.
   No final das contas, tenho certeza apenas de uma coisa, você tem que estar bem consigo mesma para arranjar uma pessoa legal, esse é o primeiro passo, evidência 1A de eficácia. Outro ponto importante é que se você não se mostrar, não se sai do lugar. Tem que ir pra "vitrine", vá a luta, mas sem estresse, deixe tudo caminhar no seu ritmo, não se apoquente com a demora, ou com alguém em particular. Depois dos 30 aprendemos a sermos mais seletivas, aproveite o momento, as paixões e quando chegar a hora, viva o seu grande amor, sem nóias ou picuinhas. Como dizia Lennon/McCartney: "Life is very short and there's no time for fussing and fighting my friend".

sábado, 3 de março de 2012

A vida está definida?

Será que devemos estar com a vida definida após uma certa idade? Será que com 30 anos ou mais ainda temos a chance de recomeçar? Ter um novo amor, um novo emprego, uma nova carreira, novos amigos só são permitidos para os mais jovens?
Apesar do grito da sociedade de que as pessoas maduras devem acomodar-se e seguir com suas vidas, mesmo que estejam infelizes, pois as chances não são as mesmas, o pique já não é o mesmo, discordo veementemente de tal afirmação. (podem jogar as pedras!!!)
Acredito piamente que devemos fazer aquilo que nos traz felicidade. Há dois meses deixei um de meus empregos (sim, muitos de nós temos mais de um emprego pra podermos pagar as contas...), na cara e na coragem, por que não estava feliz nele (e não foi a primeira vez que eu fiz isso...). Durante alguns anos, eu me acomodei por medo de não encontrar outro trabalho, então fui sobrevivendo, até que não deu mais para aguentar e me deram o arrego... Passei esse tempo um pouco mais apertada financeiramente, mas feliz e fiquei aberta ao universo caso aparecessem outras propostas. Esse mês surgiu uma oportunidade que há muito tempo me encantava, mas em priscas eras não achava que era possível. Estou muito, muito feliz! Ansiosa é claro, pois é um campo novo, algo desconhecido, mas feliz!
Outras amigas deixaram seus casamentos que já não funcionavam, carreiras, família, por oportunidades que estão se desenrolando, algumas não na mesma velocidade do que aconteceu comigo, mas estão felizes nessa nova caminhada, e em nenhuma delas (eu me incluo) a idade está sendo um entrave.
Caras amigas balzaquianas, a nossa felicidade, o poder de realização está em cada uma de nós, temos algo a mais - a experiência - e a tranquilidade de lidar com as pedras no caminho. Não esmoreçam, não se acomodem, não se contentem com o mínimo, há um mundo inteiro aqui para ser vivido. Vivam. 


PALCO DA VIDA

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da  própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência. 
Usar as falhas para lapidar o prazer. 
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama. 
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!
Fernando Pessoa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os bons morrem jovens

Esse pedacinho da música de Renato Russo reflete muito o dia de hoje.
Hoje a terra ficou mais triste e o céu mais alegre. Minha querida colega, Jac, desencarnou, deixou esse mundo de sofrimento para brilhar no seu céu de nuvens de cristais Swarovsky. Um loosho, como só ela sempre foi.
Fico pensando em quantos amigos já perdi nessa minha ainda breve vida. Perdi alguns para o trânsito, outros para doenças como câncer e alguns para doenças psiquiátricas... Perdi a presença física deles, mas em espírito guardo-os todos aqui, nesse coração teimoso e nostálgico.
Sei que o tempo vai passar e essas perdas vão se tornar mais frequentes e a saudade será que fica mais fácil de lidar? Não sei.
Ouvi muitas pessoas falarem em como devemos viver nossa vida como se fosse o último dia, já há algum tempo tenho tentado ter mais prazer na minha vida, os mais simples, e tentar aceitá-los sem culpa, sem estigmatizá-los como perda de tempo. Mas é difícil, viu...
Desde o ano passado estou estreitando os laços com meus amigos queridos e deixando pra lá o que me estressava. Acho que vou continuar tentando fazer isso. Algo que há muito tempo venho protelando é a importância da espiritualidade na minha vida, algo em que pensei bastante nessa semana.
O que tenho notado é que o mais importante é fazer o bem, viver feliz e fazer as outras pessoas felizes. Desse jeito quando chegar nossa hora de ir (pois todos vamos embora algum dia) vamos deixar o legado mais rico, um lugar querido no coração de alguém.
Vai com Deus Jac. Um beijo.